Eu fugi de mim pra não encontrar você
Meus Desencontros

Eu fugi de mim pra não encontrar você

Por em 28 de outubro de 2014

Para ler ouvindo:

A gente foge da cidade, fica longe dos amigos e da família na esperança de fugir do que a gente nem sabe o quê. Mas você vai, porque o desconhecido fascina e você sabe que a esperança é o que te faz acordar todas as manhãs (ok, algumas tardes também).

Fora do seu mundinho fica mais fácil enxergar o que lhe aflige. Os problemas ficam menores e a saudade fica gigantesca, mas você se sente livre. Com aquela felicidade instantânea de criança estampada na cara e toda certeza de que você pode fazer melhor, de que você pode ser melhor.

É como se você fizesse parte de um jogo e tivesse total controle sobre todas as estratégias disponíveis pra chegar na fase final. O poder está em suas mãos. Aliás, ele sempre está, mas a gente vive tanto no piloto automático que precisa de um “chacoalhão” de vez em quando para se tocar disso.

Pode ser um fato, uma história contada por alguém próximo, o comercial de margarina na TV, ou uma música. Aquela música! E eu tava longe de tudo que era conhecido, que era confortável, de todo o meu passado e de tudo que eu não queria lembrar quando ela tocou.

De repente o mundo para e tudo fica em câmera lenta. Só alguns segundos de velhos refrões repetidos são suficientes para lembrar que não importa aonde você esteja, você ainda é você. E todos os fantasmas que te assombram estarão lá também, mesmo que adormecidos por um tempo.

É ali, quando você olha ao seu redor e se sente sozinha no meio da multidão de mesas enfileiradas, que vem o choque. A fantasia vai embora, o sorriso da criança começa a ficar desconfiado e você sente medo.

Medo do novo, medo do futuro, medo de voltar pra casa. Medo de todas as suas certezas duvidosas. Afinal, qual certeza a gente tem na vida além de que não conseguiremos sair vivos dela?

Aí é hora de pedir a conta, fazer as malas e ir embora pra tentar voltar pro seu mundinho de cabeça erguida e baterias recarregadas, e pra chutar de vez qualquer assombração que ainda insiste em permanecer. Porque não importa a distância, não importa o lugar que você esteja, a única coisa que você pode (e deve) fazer é sempre tentar fazer tudo certo de novo, outra vez.

 

Imagem do post: Tumblr

 

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