Encontros e desencontros: porque nem tudo na vida precisa dar certo
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Encontros e desencontros: porque nem tudo na vida precisa dar certo

Por em 3 de junho de 2014

Para ler ouvindo:

Perdi a conta das vezes que chorei pelas curvas que a vida me obrigou a fazer. Bati perna e gritei por dentro por não aceitar o destino e tive vontade de desistir com medo do que iria acontecer. Bobagem a minha, mas a gente tem que quebrar um pouco a cara pra perceber isso.

Encontros e desencontros são mais comuns do que a gente imagina e eles ajudam a construir nossa jornada. Pare para pensar e enumere tudo que você teve que fazer porque tinha que fazer, mesmo não querendo. Pegue papel e caneta e comece a anotar: o vestibular que você não passou e teve que ir para a faculdade particular ou ficar mais um ano no cursinho; A demissão que veio quando você ia fazer a viagem de férias programada há meses, mas aí teve que desistir de tudo para procurar outro emprego. O namorado que você teve que esquecer mesmo o amando mais que a si mesma; O semestre a mais que teve que fazer na faculdade porque foi reprovado por um décimo em uma disciplina; O ônibus que passou um minuto antes do horário e você o perdeu. E por aí vai, eu poderia ficar horas aqui listando tudo que poderia ter acontecido porque você teve que pegar outra estrada na bifurcação.

Agora pegue outra folha, ou abra outra aba na sua planilha do excel, e enumere o que aconteceu depois de ter feito o que você não queria: no meio do cursinho pré-vestibular você descobriu que queria fazer outro curso que realmente lhe faria feliz; você foi contratado por outra empresa, com um salário maior e a viagem programada foi a primeira das muitas que você fez depois dessa; Você encontrou outro alguém e descobriu que antes de amar outra pessoa é preciso amar a si própria; No último semestre da faculdade você conheceu pessoas que levará para sempre como amigas, ou quem sabe como amores; Sabe aquele ônibus que você perdeu? Ele era via expressa e ficou preso horas num engarrafamento.

Lógico, nem sempre coisas boas vêm depois. Geralmente temos que passar por maus bocados para chegar lá e entender o rumo que a vida tomou pelas curvas no caminho. Com as listas em mãos faça o cálculo. Se as coisas boas forem maiores que as ruins, comemore. Se for ao contrário, repense suas escolhas – a vida também é feita delas e você tem total controle sobre isso. É o livre arbítrio jogando na cara da sociedade que a gente tem mais culpa do que o acaso pelas coisas que nos acontecem.

Não xingue quando alguma coisa der errado. Entre o acaso e as suas escolhas tem uma coisa chamada destino pela qual você não tem controle algum. Então respire fundo, conte até dez e agradeça. Porque os desencontros só acontecem para dar espaço aos encontros que virão.

 

Imagem do post: Flickr

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